Associação quer perdão das dívidas de 111 mil agricultores.
Banco do Nordeste diz que vem negociando conforme determinação legal.
| Carcaças de gado foram colocadas em frente ao Banco do Nordeste (Foto: Taiguara Rangel/G1) |
Dezenas de carcaças de animais mortos devido ao período de estiagem que
afeta a Paraíba foram expostas, na manhã desta segunda-feira (22), em
frente ao Banco do Nordeste em Campina Grande.
Os manifestantes solicitam ao Governo Federal o perdão das dívidas de
111 mil pequenos agricultores que sofrem com os efeitos das secas que
atingiram o estado desde 1995.
Segundo o Banco do Nordeste, os empréstimos vêm sendo renegociados
conforme determinações legais do governo. "Para o período 2012-2014, foi
concedido 80% de desconto nas dívidas dos produtores rurais", disse o
superintendente executivo do banco, Keke Rosberg.
| Produtores rurais da Paraíba querem perdão das dívidas devido à seca (Foto: Taiguara Rangel/G1) |
Os manifestantes se reuniram por volta das 6h, em frente ao prédio
localizado no cruzamento das ruas João Suassuna e 7 de Setembro. As
entradas foram obstruídas e o funcionamento da agência foi impedido. Os
agricultores interditaram parcialmente o trânsito na área do banco,
utilizando carro de som e faixas com protestos e reivindicações contra o
Governo Federal e Banco do Nordeste.
Este é o terceiro protesto do tipo realizado nos últimos cinco meses
pela Associação dos Muturários do Crédito Rural (Amcre) da Paraíba, como
os que aconteceram em Guarabira e João Pessoa.
"Queremos o perdão da dívida dos pequenos agricultores. O banco não nos
atende e resolvemos realizar esses protestos de forma pacífica para
mostrar nossa situação. Planejamos ir ao Banco Central em Recife-PE,
para pedir uma fiscalização no Banco do Nordeste", disse o presidente da
associação, Jair Pereira Guimarães.
Segundo a superintendência estadual do banco, é possível que novos
benefícios sejam concedidos. "Eles solicitam melhores condições de
convivência com a seca. Nós ampliamos as condições diferenciadas das
linhas de crédito existentes e renegociamos as dívidas com 80% de
desconto, conforme determinação da Presidente da República. Acreditamos
que eventualmente, caso se prolongue a estiagem, novos benefícios serão
disponibilizados, apenas vamos seguir fielmente a legislação", disse o
gerente Keke Rosberg.
Do G1 PB
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