sábado, 27 de julho de 2013

O erro dos eleitores brasileiros

por Por Raul Rodrigues

O erro dos eleitores brasileiros em votarem – escolherem – políticos ineficazes e ruins se reflete nas ações desenvolvidas pelos políticos eleitos e nas práticas assistencialistas que fazem perpetuar no poder maléficos representantes.

Isto é um fato e uma realidade.

De senadores a vereadores o parlamento brasileiro vive carregado de lástimas de paletó e gravata que vivem a enganar ao povo tolo – os eleitores abobalhados – quando uma boa parte tão politizada – falsos defensores de uma ideologia e, outra maior ainda que vendem o voto pensando no imediatismo terem conseguido alguma vitória. O dinheiro no bolso.

A verdade é que o parlamentar tem função fiscalizar os atos do executivo, criar leis, verificar a constitucionalidade ou não das novas leis, e cobrar do executivo as ações possíveis e necessárias para a melhoria da nação. Essas são pelo menos as ações básicas de um parlamentar.

Porém em nosso país senadores e deputados federais vivem a se tornarem servis ao executivo brasileiro – presidente ou presidenta – em troca das migalhas em reais – famosas emendas – para enviarem ás suas bases políticas justificando assim a sua função. Errado! O parlamentar não deve servir de capacho dos executivos, seja ele presidente, governador ou prefeito.
Entretanto no Brasil é uma realidade gritante que os membros da bancada de apoio ao governo têm cargos a serem preenchidos por correligionários – normalmente parentes – que também – normalmente não trabalham – em troca de votarem em seus parlamentos sempre a favor do prefeito, governador ou presidente.

A Câmara de Penedo já devia ter mudado de postura e suspender todo e qualquer trâmite interno para criação de leis enquanto as já aprovadas não sejam cumpridas.

Se assim o fosse o trânsito de veículos pesados no centro histórico já teria cessado, o número de taxistas em Penedo seria respeitado, as nomeações de parentes – nepotismo – teriam sido evitadas, os salários dos servidores seriam aumentados anualmente sem brigas nem discussões por meio do PCC – Plano de Cargos e Carreira – lei já aprovada, mas não vigente.

Muitas são as outras falhas que se sucedem no município por conta da não aplicação das leis existentes.

No estado, não teríamos os pais das crianças – obras realizadas e até por realizar – como forma da barganha dos votos nas eleições vindouras.
E no país, não teríamos senadores e deputados federais tão servis ao executivo que mais parecem serviçais do parlamento.

Mas enquanto a mentalidade dos eleitores for de quem paga mais e quem mais traz emendas, os Liras, Calheiros, Vilelas, etc. permaneceram no podre poder.

E em Penedo vereador há de se aposentar com cadeira cativa na câmara de vereadores.

E o povo? Que Povo? Aquele que é apenas um detalhe? Sim! O povo continuará apenas um detalhe.

Fonte: Correio do Povo de Alagoas

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