por Por Raul Rodrigues
O erro dos eleitores brasileiros em votarem – escolherem – políticos
ineficazes e ruins se reflete nas ações desenvolvidas pelos políticos
eleitos e nas práticas assistencialistas que fazem perpetuar no poder
maléficos representantes.
Isto é um fato e uma realidade.
De senadores a vereadores o parlamento brasileiro vive carregado de
lástimas de paletó e gravata que vivem a enganar ao povo tolo – os
eleitores abobalhados – quando uma boa parte tão politizada – falsos
defensores de uma ideologia e, outra maior ainda que vendem o voto
pensando no imediatismo terem conseguido alguma vitória. O dinheiro no
bolso.
A verdade é que o parlamentar tem função fiscalizar os atos do
executivo, criar leis, verificar a constitucionalidade ou não das novas
leis, e cobrar do executivo as ações possíveis e necessárias para a
melhoria da nação. Essas são pelo menos as ações básicas de um
parlamentar.
Porém em nosso país senadores e deputados federais vivem a se tornarem
servis ao executivo brasileiro – presidente ou presidenta – em troca das
migalhas em reais – famosas emendas – para enviarem ás suas bases
políticas justificando assim a sua função. Errado! O parlamentar não
deve servir de capacho dos executivos, seja ele presidente, governador
ou prefeito.
Entretanto no Brasil é uma realidade gritante que os membros da bancada
de apoio ao governo têm cargos a serem preenchidos por correligionários
– normalmente parentes – que também – normalmente não trabalham – em
troca de votarem em seus parlamentos sempre a favor do prefeito,
governador ou presidente.
A Câmara de Penedo já devia ter mudado de postura e suspender todo e
qualquer trâmite interno para criação de leis enquanto as já aprovadas
não sejam cumpridas.
Se assim o fosse o trânsito de veículos pesados no centro histórico já
teria cessado, o número de taxistas em Penedo seria respeitado, as
nomeações de parentes – nepotismo – teriam sido evitadas, os salários
dos servidores seriam aumentados anualmente sem brigas nem discussões
por meio do PCC – Plano de Cargos e Carreira – lei já aprovada, mas não
vigente.
Muitas são as outras falhas que se sucedem no município por conta da não aplicação das leis existentes.
No estado, não teríamos os pais das crianças – obras realizadas e até
por realizar – como forma da barganha dos votos nas eleições vindouras.
E no país, não teríamos senadores e deputados federais tão servis ao executivo que mais parecem serviçais do parlamento.
Mas enquanto a mentalidade dos eleitores for de quem paga mais e quem
mais traz emendas, os Liras, Calheiros, Vilelas, etc. permaneceram no
podre poder.
E em Penedo vereador há de se aposentar com cadeira cativa na câmara de vereadores.
E o povo? Que Povo? Aquele que é apenas um detalhe? Sim! O povo continuará apenas um detalhe.
Fonte: Correio do Povo de Alagoas
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