A primeira etapa do levantamento envolveu entrevistas sobre doenças e
medidas antropométricas, incluindo a pressão arterial, realizados em
cerca de 80 mil pessoas em 1,6 mil municípios. A pesquisa é realizada
por meio de uma parceria entre o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), o Ministério da Saúde e o Hospital Sírio-Libanês
(HSL). A previsão é de que o estudo seja realizado a cada cinco anos. Os
primeiros resultados desta pesquisa devem ser divulgados em 2014.
Diagnósticos
As análises também irão indicar se a pessoa tem diabetes, anemia
falciforme e analisar percentuais percentuais de creatinina, potássio e
sódio – indicadores que podem revelar eventuais problemas de saúde do
paciente. Se os resultados dos exames indicarem algum problema de saúde,
o entrevistado será encaminhado a uma unidade de saúde para receber
acompanhamento médico.
O exame de sangue também trará a informação do percentual da
população brasileira que já entrou em contato com o vírus da dengue.
O material coletado na pesquisa será guardado no Instituto Evando
Chagas, em Belém, que é uma instituição pública do Ministério da Saúde e
vai compor um banco de soro humano para monitorar a doença no País,
ficando disponível para universidades e institutos de pesquisas.
Histórico
A pesquisa, que tem como meta produzir novas informações sobre os
hábitos do brasileiro, faz parte do Plano de Enfrentamento das Doenças
Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT). Os dados vão subsidiar as ações de
combate às DCNT, responsáveis por 72% dos óbitos no Brasil.
Desde 2009, o Ministério da Saúde se reúne com pesquisadores para
iniciar a elaboração da pesquisa. De 2010 a 2011, ocorreram reuniões
periódicas com representantes do IBGE, onde foram estudadas experiências
nacionais e internacionais; definidas a metodologia; a amostragem e
outros pontos importantes. Em 2012, foram fechados os questionários e a
parceria com o Hospital Sírio-Libanês para a realização dos exames
laboratoriais.
O Ministério da Saúde já realiza, anualmente, o Vigilância de Fatores de
Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico
(Vigitel), estudo feito por inquérito telefônico em 26 estados e no
Distrito Federal. Em 2011, o Vigitel entrevistou 54 mil pessoas, sendo
uma importante fonte para o desenvolvimento de políticas públicas de
saúde preventiva. A Pesquisa Nacional de Saúde, portanto, servirá como
aliada para agregar informações estatísticas dos hábitos de vida da
população comprovadas através
Fonte: Ministério da Saúde
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