O fechamento do Roger já foi prometido durante a atual gestão
estadual. No ano de 2011 o então secretário Harisson Targino disse que o
Estado construiria um novo prédio para onde os detentos seriam
transferidos. Naquele mesmo ano o Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
recomendou a desativação do presídio sob o argumento de que o local não
teria condições mínimas para acomodar os presos.Este ano o Conselho
Estadual dos Direitos Humanos da Paraíba (CEDHPB) pediu judicialmente a
interdição após constatar superlotação e problemas de estrutura.
“ Demonstramos na prática que o Roger é uma situação controlável.
Hoje o presídio se encontra há mais de 10 meses sem qualquer tipo de
rebelião. Saiu matéria a nível nacional sobre a criação da ala LGBT,
temos aulas dentro do presídio. Isso demonstra que o Roger não pode ser
interditado”, afirmou o secretário Wallber Virgolino destacando mudanças
na administração do presídio. As declarações foram dadas antes do I
Seminário de Administração Penitenciária, realizado em João Pessoa.
Wallber disse que o problema do excesso de presos do Roger pode ser
resolvido com novos presídios, mas que isso não implica no seu
fechamento. “Novas unidades vão ser construídas, mas se Roger voltar a
ter a capacidade normal dele, de cerca de 600 apenados, dá para se
controlar muito bem. É uma unidade de grande importância para o sistema
prisional e a gente não pode abrir mão dele”, acrescentou.
O secretário afirmou ainda que os principais desafios da
Administração Penitenciária da Paraíba são a falta de estrutura e a
superlotação de algumas unidades. Segundo ele, o Estado vem investindo
de forma massiva no setor e tem se buscado uma gestão mais humanizada.
JornaldaParaiba
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