Projeto do deputado Caio Roberto fixa prazo para TCE jugar contas de gestores.
| Francisco França |
Um projeto de lei de autoria do deputado Caio
Roberto (PL) determina que o Tribunal de Contas do Estado (TCE)
aprecie e julgue as contas dos governantes dentro do exercício do
mandato.
O PL Nº 1.395/2013 foi publicado no Diário do Poder Legislativo da
Assembleia Legislativa de ontem. O texto também estabelece o prazo de um
ano para o ressarcimento aos cofres públicos no caso de prática ilícita
que cause prejuízo ao erário.
O parlamentar alega que não há um prazo para apreciação e julgamento
por parte do tribunal. De acordo com a sua justificativa, o “TCE aprecia
contas de gestores que muitas vezes já estão com seus mandatos
concluídos há anos, ou seja, uma conta do ano 2008 que foi analisada em
2012, não existindo um prazo para a apreciação e julgamento”. Segundo o
deputado estadual, “através desta propositura poderemos ter um respaldo
de imediato para a sociedade sobre os atos praticados ao erário e,
havendo irregularidade que o infrator seja punido após o término de seu
mandato”.
A Constituição do Estado da Paraíba, entretanto, estabelece que os
gestores deverão encaminhar até 31 de março as contas do exercício
anterior, o que inviabilizaria a apreciação das contas do último ano da
gestão dentro do mandato eletivo.
Para o advogado Jonhson Abrantes, que atua junto ao TCE, a proposta
de lei é inviável e o tribunal não possui estrutura para atender à
demanda. “É completamente inviável examinar a prestação dentro dos
mandatos por falta de tempo. Os balancetes das prefeituras são
encaminhados trimestralmente, então o tribunal não tem uma estrutura
para atender a uma demanda de prestação de contas em tempo recorde”,
afirma. O advogado confirma o atraso com relação aos julgamentos, mas
acredita que não há pendências anteriores a 2009. “O atraso que existe é
de 2010 para cá”, afirmou.
O presidente do TCE, Fábio Nogueira, declarou que respeita a
autonomia do Poder Legislativo e que não expressa opiniões sobre
projetos em discussão, a menos que seja provocado pelo Legislativo. O
presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba, Buba
Germano, também preferiu não se manifestar sobre o projeto de lei, mas
afirmou que o TCE tem feito esforços para não atrasar os julgamentos.
Larissa Claro
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