Ao participar de entrevista nesta quarta-feira
(15) na cidade de Piancó, o pré-candidato a Governador da Paraíba pelo PMDB nas
eleições do ano que vem, Veneziano Vital do Rêgo defendeu a realização de estudos
de viabilidade para a implantação da Universidade Federal do Sertão. A
entrevista foi concedida ao jornalista Eudo Nicolau, na Rádio Cidade FM de
Piancó, em conexão coma Rádio Gravatá FM de Nova Olinda.
Segundo Veneziano, um estudo minucioso poderá
identificar a existência de uma demanda que aponte para a criação da
Universidade do Sertão da Paraíba. “Eu defendo, estudando e identificando a
viabilidade, a implantação, para esta região, da Universidade Federal do
Sertão, oferecendo cursos de graduação e de pós-graduação, trazendo e
difundindo conhecimento junto aos avanços científico-tecnológicos”.
Ele afirmou que a Paraíba precisa se aproveitar
de sua produção científica e tecnológica, como forma de promover o
desenvolvimento regional. “Nós não vamos a parte alguma se não estivermos lado
a lado, nos aproveitando do que é produzido científica e tecnologicamente. E
porque não lutar por isso? Temos demanda? Temos. Condição de desenvolver para a
região? Temos. Temos nossas próprias vocações? Sim”, disse ele.
Veneziano citou como exemplo a extração de
minério no Seridó paraibano que, segundo ele, ainda ocorre de forma artesanal.
Ele criticou a ausência de ações por parte do Governo do Estado e defendeu a
aplicação de tecnologia neste setor, como forma de ampliar economicamente a
atividade. “Qual foi a iniciativa deste governo para que nós saiamos de uma
atividade artesanal de extração mineral para uma atividade industrial que
efetivamente pudesse dar à região do Seridó ganhos a um a população que extrai
manualmente, artesanalmente?”, questionou.
Polo Cerâmico - Segundo Veneziano, não
faltam condições para que haja esse investimento. “Podemos citar, também, a
iniciativa de implantação de um Polo Cerâmico na região, agregando valores para
que os produtos que saem de lá sejam exportados. Os países carecem disso e nós,
tendo esses minerais, não estamos a fazer”.
Neste aspecto, Veneziano voltou a lamentar a
ausência de capacidade e eficiência, por parte do governo estadual, para
implantar um plano de desenvolvimento para os setores produtivos da Paraíba.
“Faltam iniciativas, falta inventividade, falta criatividade, falta, acima de
tudo, capacidade e eficiência administrativa de fazer esse plano ser
desenvolvido. Desde as questões que envolvem os três setores da nossa economia,
o primário, o secundário e o terciário, às outras ações que estão diretamente
ligadas”.
Como exemplo destas ações interligadas Veneziano
citou a atividade econômica e a educação e defendeu uma união dos setores
educacionais e produtivos, para a promoção do desenvolvimento. “Você não pode
ter um percentual educacional melhor se você não tem, no estado, uma capacidade
de produzir economicamente por meio desses setores produtivos. Existe hoje, na
Paraíba, a necessidade de mobilizar nossas universidades públicas federais e
estadual, além das privadas, para a formatação de um Plano de Desenvolvimento
para a Paraíba”.

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