Martins, que também é conselheiro do Conselho Nacional de Justiça,
explicou que um conjunto de documentos entregues à Corregedoria
demonstra que houve número elevado, ainda em apuração, de viagens ao
exterior realizadas por ministros do STJ e suas mulheres. Viagens
internacionais também foram feitas em nome de Felix Fischer pelo
Conselho da Justiça Federal, órgão do Judiciário também presidido pelo
presidente do STJ.
Elevado número de viagens
A identidade do denunciante que entregou a documentação sobre as
viagens à Corregedoria foi preservada a seu pedido. Assim, a
Corregedoria Nacional de Justiça tornou-se a própria autora do pedido de
providências aberto para apurar os fatos envolvendo o presidente do
STJ. “Causa-nos preocupação, por ora, o número elevado de viagens
realizadas ao exterior às custas do erário”, manifestou o corregedor
nacional interino, Gilberto Martins.
Em uma primeira apuração da Corregedoria, foram identificadas viagens para a Europa, Japão e outros países da Ásia. “Resolvemos investigar para saber o que exatamente ocorreu em relação à denúncia que nos foi apresentada”, disse. Martins informou que o problema não é novidade no Poder Judiciário e que estão sob investigação outras denúncias envolvendo viagens internacionais de magistrados de diversos tribunais brasileiros.
Em uma primeira apuração da Corregedoria, foram identificadas viagens para a Europa, Japão e outros países da Ásia. “Resolvemos investigar para saber o que exatamente ocorreu em relação à denúncia que nos foi apresentada”, disse. Martins informou que o problema não é novidade no Poder Judiciário e que estão sob investigação outras denúncias envolvendo viagens internacionais de magistrados de diversos tribunais brasileiros.
Na próxima terça-feira, durante a 186ª Sessão Ordinária do CNJ, Martins
pretende submeter à análise do Plenário do Conselho o Processo
0001760-57.2013.2.00.0000, que envolve a denúncia de despesas
irregulares do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão (TJMA). No
estado, foram identificados gastos com passagens e diárias para 31
juízes, 2 desembargadores e 3 servidores. O grupo viajou à Flórida, nos
Estados Unidos da América, para participar de um curso de segurança
pessoal. “Esse tipo de coisa está ocorrendo em vários tribunais
brasileiros. Estamos investigando”, informou o corregedor interino.
Agência CNJ de Notícias
Postado às 17h, por Cândido Nóbrega
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